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    <title>Âé¶¹Éç - Âé¶¹Éç BRASIL Londonices</title>
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ObservaÃ§Ãµes e curiosidades sobre a cidade-sede dos jogos olÃ­mpicos de 2012.</subtitle>
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    <title>Mind the gap</title>
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    <published>2012-09-14T15:13:00Z</published>
    <updated>2012-09-14T15:26:42Z</updated>


    <summary type="html">Foto: Reinhard Dietrich/WikiCommons Com o inÃ­cio da London Fashion Week nesta sexta-feira, estÃ¡ (quase) oficialmente decretado o fim do verÃ£o britÃ¢nico. O frio do outono jÃ¡ comeÃ§ou a chegar, mas os eventos ao ar livre continuam acontecendo aqui e ali,...</summary>
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<p>Com o inÃ­cio da London Fashion Week nesta sexta-feira, estÃ¡ (quase) oficialmente decretado o fim do verÃ£o britÃ¢nico. O frio do outono jÃ¡ comeÃ§ou a chegar, mas os eventos ao ar livre continuam acontecendo aqui e ali, para nÃ£o deixarmos de aproveitar o restinho do sol. As vitrines jÃ¡ mudaram e os tablÃ³ides jÃ¡ deixaram a euforia esportiva de lado para voltar Ã s reclamaÃ§Ãµes normais.</p>

<p>Mas uma coisa nÃ£o muda: aqui na capital britÃ¢nica, "Mind the gap" continua sendo uma das frases mais escutadas e lidas, porque estampada em todo tipo de souvenirs. Ela significa, em traduÃ§Ã£o livre, "cuidado com o vÃ£o", referindo-se ao espaÃ§o entre o trem do metrÃ´ e a plataforma de embarque. Mas gap tambÃ©m Ã© discrepÃ¢ncia, disparidade, o intervalo que separa uma coisa de outra.</p>

<p>AlÃ©m de conselho, Mind the gap tambÃ©m pode ser um bom modo de enxergar as coisas. Nestes meses, e aproveitando a "passagem de tocha" de Londres para o Rio, Paula e eu tentamos observar as disparidades entre a GrÃ£-Bretanha do Brasil na polÃ­tica, na cultura e na vida cotidiana. </p>

<p>Agora, o Londonices encerra sua transmissÃ£o e agradece a todos os nossos leitores e comentaristas fieis. Esperamos que tenham apreciado as nossas histÃ³rias, comentÃ¡rios e dicas - e algumas reclamaÃ§Ãµes, que ninguÃ©m Ã© de ferro - sobre a cidade.</p>]]>
        
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    <title>Downton fever</title>
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    <published>2012-09-13T15:10:00Z</published>
    <updated>2012-09-14T07:27:36Z</updated>


    <summary type="html">Matthew e Mary Crawley jÃ¡ sÃ£o o casal do ano Apesar da tradiÃ§Ã£o em &quot;period dramas&quot;, filmes e seriados de Ã©poca, os ingleses pareciam meio cansados do gÃªnero, tanto no cinema quanto na TV. Mas eis que veio Downton Abbey...</summary>
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        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Matthew e Mary Crawley jÃ¡ sÃ£o o casal do ano </p></div>

<p>Apesar da tradiÃ§Ã£o em "period dramas", filmes e seriados de Ã©poca, os ingleses pareciam meio cansados do gÃªnero, tanto no cinema quanto na TV. Mas eis que veio Downton Abbey e a Inglaterra foi pega novamente pelo pÃ©.</p>

<p>Na Ãºltima semana, todos os jornais e revistas de circulaÃ§Ã£o nacional se renderam Ã  expectativa pela terceira temporada da sÃ©rie do canal ITV, que estreia neste domingo e acompanha a famÃ­lia Crawley e seu numeroso sÃ©quito de empregados durante o inÃ­cio do sÃ©culo 20 - a histÃ³ria comeÃ§a com o naufrÃ¡gio do Titanic.</p>

<p>Depois que a sÃ©rie, surpreendentemente, caiu no gosto tambÃ©m do pÃºblico americano (que jÃ¡ estÃ¡ sofrendo porque sÃ³ verÃ¡ a terceira temporada em janeiro de 2013), virou piada o fato de que Ã© quase impossÃ­vel descrever a trama principal de Downton Abbey sem que ela pareÃ§a absurdamente chata. Vamos tentar:</p>

<p><em>O Conde de Gratham, sua mulher e suas trÃªs filhas (e todos os empregados da casa) se vÃªem em uma situaÃ§Ã£o complicada quando os herdeiros seguintes da propriedade, que sÃ³ pode ser passada para homens da famÃ­lia, morrem no Titanic. O prÃ³ximo na linha de sucessÃ£o Ã© Matthew Crawley, um primo distante que, para horror da famÃ­lia aristocrÃ¡tica, Ã© um advogado "modernoso" que mora em Manchester e nÃ£o tem lÃ¡ muita vontade de assumir uma propriedade tradicional (que Ã© a Downton Abbey em questÃ£o).</em></p>

<p>NÃ£o funcionou, nÃ©? Mas os criadores da sÃ©rie dizem que ela pegou porque, ao contrÃ¡rio da maioria dos dramas de Ã©poca ingleses, tem um ritmo mais rÃ¡pido, muitas tramas interessantes acontecendo. O escritor de "Downton", Julian Fellowes (famoso pelo filme Assassinato em Gosford Park), diz que o fato de todos os personagens - sejam os criados ou o senhores da casa - terem tramas pessoais e peso emocional tambÃ©m faz diferenÃ§a.</p>

<p>Ã‰ claro que, no fundo, Downton Abbey Ã© mesmo uma novela, no melhor estilo latino-americano, com guerras, reviravoltas e golpes pelo meio. Mas uma novela que, com excelentes atuaÃ§Ãµes, personagens envolventes, um bom roteiro e muitos insights divertidos sobre como os aristocratas ingleses tiveram que se adaptar ao breve sÃ©culo 20 (a famÃ­lia se confronta com novidades como telefones, sufragetes e o conceito de "fim de semana"), conquistou nÃ£o sÃ³ as mulheres, mas tambÃ©m os homens aqui e alÃ©m-mar.</p>

<p>JÃ¡ se nota que as pessoas estÃ£o programando seu domingo Ã  noite com base na estreia. TambÃ©m sou fÃ£, entÃ£o aguardo as mÃ¡scaras temÃ¡ticas de papel nas lojas, que por enquanto sÃ³ oferecem o bÃ¡sico: FamÃ­lia Real, Mr. Bean, Robert Pattinson.</p>

<p>O interessante na GrÃ£-Bretanha Ã© que, tanto os canais pÃºblicos da Âé¶¹Éç quanto canais pagos de televisÃ£o, como o ITV e o C4, permitem assistir gratuitamente aos episÃ³dios de quase todos os programas na internet, atÃ© uma semana depois que eles sÃ£o exibidos. NÃ£o Ã© preciso ser assinante de nada, nem preencher nenhum cadastro. </p>

<p>O grande argumento a favor da ideia Ã© que isso ajuda a aumentar gradualmente a audiÃªncia dos programas e o burburinho sobre eles, jÃ¡ que os atrasados sempre podem correr atrÃ¡s. A necessidade de piratear os programas tambÃ©m diminui. E o argumento contra Ã© que....bem, ainda nÃ£o conheÃ§o um argumento contra. </p>

<p><strong>´¡³Ù³Ü²¹±ô¾±³ú²¹Ã§Ã£´Ç: </strong>No Brasil, como os leitores me informaram depois desse post, Downton Abbey Ã© exibida no canal de TV paga Globosat HD. Segundo a , os episÃ³dios volta e meia sÃ£o exibidos fora da ordem ou repetidos. E a sÃ©rie nÃ£o pode ser assistida online. Mas se alguÃ©m estivesse bastante interessado certamente poderia conseguir os episÃ³dios da sÃ©rie por outros meios, digamos, tecnolÃ³gicos, que eu nÃ£o poderia descrever neste espaÃ§o. </p>]]>
        
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    <title>Londres, cidade proibida</title>
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    <published>2012-09-12T14:41:00Z</published>
    <updated>2012-09-14T07:35:09Z</updated>


    <summary type="html">Em todas estas Ã¡reas em vermelho Ã© proibido andar na rua com bebidas alcoÃ³licas. Londres tem a fama de cidade mais vigiada do mundo, por causa de todas as cÃ¢meras espalhadas em espaÃ§os pÃºblicos e privados da cidade. Protestos contra...</summary>
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        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Em todas estas Ã¡reas em vermelho Ã© proibido andar na rua com bebidas alcoÃ³licas. </p></div>

<p>Londres tem a fama de cidade mais vigiada do mundo, por causa de todas as cÃ¢meras espalhadas em espaÃ§os pÃºblicos e privados da cidade. Protestos contra o excesso de controle sÃ£o temas constantes de manifestaÃ§Ãµes e obras de arte de rua na cidade. </p>

<p>Mas outro fenÃ´meno que jÃ¡ estÃ¡ na mira dos londrinos sÃ£o as leis locais, que transformam atividades teoricamente legais em crimes em determinados bairros. Essa semana, o grupo Manifesto Club, que realiza campanhas contra o que chama de "hiperregulaÃ§Ã£o da vida cotidiana", .</p>

<p>Eles descobriram que em mais de 200 locais da cidade Ã© proibido levar seu cachorro para passear em parques e locais abertos. Desobedecer a regra Ã© passÃ­vel de processo ou multa. Em outras 32 Ã¡reas os policiais tem o poder de exigir que grupos de duas ou mais pessoas se separem ou deixem o local por 24h, caso nÃ£o queiram ser presos.</p>

<p>Uma das principais proibiÃ§Ãµes na cidade Ã© ter Ã¡lcool em sua posse. Em 74 zonas e 14 bairros inteiros, policiais, seguranÃ§as privados e atÃ© funcionÃ¡rios das prefeituras locais podem simplesmente confiscar garrafas e latas - mesmo que nÃ£o estejam abertas - de qualquer pessoa. E a pessoa em questÃ£o nem precisa estar fazendo bagunÃ§a, basta ter uma bebida alcoÃ³lica em mÃ£os.</p>

<p>Panfletagem e protestos tambÃ©m sÃ£o proibidos em outras Ã¡reas da cidade, aumentando as questÃµes sobre atÃ© que ponto estamos dispostos a aceitar que liberdades sejam tolhidas em nome da seguranÃ§a.</p>

<p>As leis que criaram estas zonas de proibiÃ§Ã£o - feitas entre 2001 e 2006 - tambÃ©m nÃ£o impediram os tumultos nas ruas de Londres em 2011, consequÃªncia de problemas sociais sÃ©rios e crescentes que sempre encontrarÃ£o maneiras de explodir caso nÃ£o tenham a atenÃ§Ã£o do poder pÃºblico.</p>

<p>A mania de Londres estÃ¡ pegando em cidades do mundo inteiro e tambÃ©m em diversas capitais brasileiras. Em SÃ£o Paulo, por exemplo, o blog  faz piada com as inÃºmeras proibiÃ§Ãµes do atual prefeito. Mas talvez seja a hora de sairmos do conforto do "protesto bem-humorado". Um mapeamento como este pode nos ajudar tambÃ©m a saber o quanto estamos sendo limitados na nossa prÃ³pria vizinhanÃ§a.<br />
</p>]]>
        
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    <title>A bolha paraolÃ­mpica</title>
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    <published>2012-09-11T15:46:00Z</published>
    <updated>2012-09-11T15:47:07Z</updated>


    <summary type="html">E agora, JosÃ©? A ParaolimpÃ­ada acabou, a pira apagou, a rampa sumiu... (Foto: AP) No inÃ­cio desta semana, o Transport for London anunciou que as rampas que ajudam cadeirantes a subirem nos trens serÃ£o mantidas em 16 estaÃ§Ãµes de metrÃ´...</summary>
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">E agora, JosÃ©? A ParaolimpÃ­ada acabou, a pira apagou, a rampa sumiu... (Foto: AP) </p></div>

<p>No inÃ­cio desta semana, o Transport for London anunciou que as rampas que ajudam cadeirantes a subirem nos trens serÃ£o mantidas em 16 estaÃ§Ãµes de metrÃ´ da cidade - por tempo limitado.</p>

<p>O Ã³rgÃ£o anunciou que, nos prÃ³ximos meses, vai "rever" o uso das rampas e calcular os benefÃ­cios para os usuÃ¡rios, custos, etc. A decisÃ£o agradou, mas tambÃ©m alarmou muitos londrinos portadores de deficiÃªncias que jÃ¡ reclamavam dos problemas de acessibilidade no transporte pÃºblico.</p>

<p>Em maio, John Thornton fez uma espÃ©cie de , mostrando quais eram as estaÃ§Ãµes realmente acessÃ­veis. O mapa difere razoavelmente do oficial porque, segundo Thornton, mesmo nas estaÃ§Ãµes onde o acesso da rua Ã s plataformas nÃ£o tem degraus, a subida no trem muitas vezes Ã© tÃ£o alta que torna impossÃ­vel que um cadeirante viaje sem ajuda.</p>

<p>Durante a ParaolimpÃ­ada, portadores de deficiÃªncias  que a "bolha" de acessibilidade durante os Jogos nÃ£o Ã© a realidade da capital. A atleta Sophie Christiansen, que tem paralisia cerebral e ganhou trÃªs medalhas de ouro na equitaÃ§Ã£o em 2012, tambÃ©m afirmou ao jornal que Londres Ã© "horrÃ­vel" para um cadeirante e que as coisas nÃ£o deverÃ£o mudar muito depois do verÃ£o olÃ­mpico.</p>

<p>Segundo ela, apesar de o nÃºmero de funcionÃ¡rios para ajudarem os portadores de deficiÃªncia nas estaÃ§Ãµes durante os Jogos ter aumentado - este nÃºmero jÃ¡ voltou ao normal -, as limitaÃ§Ãµes fÃ­sicas do acesso ainda nÃ£o foram eliminadas.</p>

<p>Como dissemos alguns posts atrÃ¡s, a conversa sobre o legado dos Jogos estÃ¡ sÃ³ comeÃ§ando, agora que as competiÃ§Ãµes chegaram ao fim. A ParaolimpÃ­ada de Londres foi uma das mais vistas da histÃ³ria. Mas o que as pessoas daqui querem saber Ã© se ela serÃ¡ tambÃ©m uma das mais transformadoras.</p>]]>
        
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    <title>Uma aula de cinema em Hogwarts</title>
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    <published>2012-09-10T16:10:00Z</published>
    <updated>2012-09-14T07:55:16Z</updated>


    <summary type="html">Fila para o trem de Hogwarts em King&apos;s Cross: note a quantidade impressionante de crianÃ§as (zero) Ã‰ claro que este blog fatalmente teria um post relacionado a Harry Potter. O fenÃ´meno literÃ¡rio e cinematogrÃ¡fico britÃ¢nico por excelÃªncia da Ãºltima dÃ©cada...</summary>
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Fila para o trem de Hogwarts em King's Cross: note a quantidade impressionante de crianÃ§as (zero) </p></div>

<p>Ã‰ claro que este blog fatalmente teria um post relacionado a Harry Potter. O fenÃ´meno literÃ¡rio e cinematogrÃ¡fico britÃ¢nico por excelÃªncia da Ãºltima dÃ©cada deixou inÃºmeras marcas na cidade e Ã©, naturalmente, amplamente explorado pela indÃºstria do turismo.</p>

<p>Entre a "Plataforma 9 e 3/4" com direito a carrinho de malas atravessando a parede em King's Cross - onde Harry e seus colegas tomavam o trem para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts - atÃ© as vitrines cativas repletas de varinhas e pomos de ouro em lojas de brinquedos tradicionais como a Hamley's, a Londres de Harry Ã© bem bonitinha, mas nÃ£o surpreende muito.</p>

<p>Mas isso muda quando vocÃª chega ao , onde os oito filmes foram feitos, transformado em uma espÃ©cie de museu da sÃ©rie. Este sim, Ã© um dos melhores passeios que Londres pode oferecer atualmente - mesmo que vocÃª nÃ£o seja lÃ¡ muito de Harry Potter.</p>

<p>EsqueÃ§a a ideia de um parque temÃ¡tico dos livros de J.K. Rowling - este jÃ¡ existe nos Estados Unidos. Ã‰ claro que, porque ninguÃ©m Ã© de ferro, hÃ¡ "atraÃ§Ãµes" como andar no beco diagonal, tirar uma foto voando de vassoura ou tomar "butterbeer" - que Ã© doce o suficiente para que as crianÃ§as nÃ£o queiram mais nada na vida.</p>

<p>Mas o tour nos estÃºdios vale mesmo a pena porque Ã© a execuÃ§Ã£o de uma bela ideia: preservar o trabalho dos milhares de profissionais que se dedicaram durante 10 anos Ã  criaÃ§Ã£o dos filmes, de cenÃ¡rios enormes a mÃ¡scaras de duendes administradores de bancos, passando por aranhas gigantes.</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">SÃ³ uma parte dos 500 frascos etiquetados Ã  mÃ£o para a aula de poÃ§Ãµes </p></div>

<p>O objetivo - bastante claro - do passeio Ã© mostrar o que estÃ¡ envolvido na criaÃ§Ã£o de uma sÃ©rie de fantasia desta magnitude. E longe de ser decepcionante, a visÃ£o dos bastidores Ã© tambÃ©m um tanto fantÃ¡stica, por conta da tecnologia e do apuro tÃ©cnico envolvidos em cada um dos objetos e na concepÃ§Ã£o dos filmes.</p>

<p>O tour nÃ£o Ã© dividido pelos capÃ­tulos da sÃ©rie e, sim, por seÃ§Ãµes especiais dedicadas ao trabalho de cada uma das equipes. Destacam-se uma exposiÃ§Ã£o dos ilustradores que fizeram a arte conceitual, os modelos de Hogwarts onde os movimentos de cÃ¢mera panorÃ¢micos eram estudados e executados e os veÃ­culos criados especialmente para os filmes, como o Ã´nibus de trÃªs andares. E, Ã© claro, o MinistÃ©rio da Magia.</p>

<p>Se seus filhos (ou vocÃª, admita) forem fÃ£s dos personagens de J.K. Rowling, vocÃª terÃ¡ o coraÃ§Ã£o deles para sempre depois de levÃ¡-los lÃ¡ - ou pelo menos atÃ© que eles faÃ§am 16 anos. Mas se vocÃª for somente um amante de cinema latino-americano sem dinheiro no bolso, o passeio vale ainda mais a pena. Quem dera que outros filmes do gÃªnero tivessem algo do tipo.</p>

<p>"Sem dinheiro no bolso" Ã©, obviamente, sÃ³ forÃ§a de expressÃ£o. O tour no estÃºdio de Leavesden tem um preÃ§o razoÃ¡vel, mas Ã© cobrado em uma moeda chamada "libra esterlina", cuja conversÃ£o para reais pode ser mais impiedosa que--Ok, vou parar com as referÃªncias.</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">NÃ£o se ignora um convite ao escritÃ³rio de Dumbledore </p></div>]]>
        
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    <title>O engodo do wi-fi</title>
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    <published>2012-09-07T15:40:00Z</published>
    <updated>2012-09-14T07:48:22Z</updated>


    <summary type="html"> Os nÃºmeros quase ao fim dos Jogos OlÃ­mpicos e ParaolÃ­mpicos jÃ¡ asseguram que Londres se tornou uma cidade com mais internet pÃºblica gratuita. Para conseguir suportar o trÃ¡fego de dados durante o perÃ­odo, a cidade ganhou cerca de 4...</summary>
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        <name>Camilla Costa</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;"> </p></div>

<p>Os nÃºmeros quase ao fim dos Jogos OlÃ­mpicos e ParaolÃ­mpicos jÃ¡ asseguram que Londres se tornou uma cidade com mais internet pÃºblica gratuita. Para conseguir suportar o trÃ¡fego de dados durante o perÃ­odo, a cidade ganhou cerca de 4 mil hotspots, que abarcaram parques, locais de competiÃ§Ãµes e algumas estaÃ§Ãµes de metrÃ´.</p>

<p>Para fazer isso, as empresas BT, Virgin e O2 disputaram os hotspots da cidade. A BT manteve o acesso pago na maior parte dos locais de competiÃ§Ãµes, a O2 ficou com Ã¡reas mais populosas do centro como Kensington, Chelsea e Westminster e a Virgin colocou hotspots em 72 estaÃ§Ãµes de metrÃ´. O plano Ã© chegar a 120 atÃ© o fim do ano. A BskyB, com a sua The Cloud, tem 11 mil hotspots em todo o paÃ­s.</p>

<p>Mas devo dizer que, apesar de ter ficado de olho na qualidade e disponibilidade real das redes nas ruas daqui desde que cheguei, em junho (quando vi em um jornal o anÃºncio da foto acima), nÃ£o consegui fazer bom uso delas. </p>

<p>A qualidade em geral era bem ruim e nÃ£o me permitia usar nem o bÃ¡sico whatsapp/redes sociais. Abrir alguma pÃ¡gina no celular, entÃ£o, jÃ¡ seria pedir demais. O 3G que tenho aqui era mais confiÃ¡vel em qualquer lugar da cidade - atÃ© no metrÃ´, quando as estaÃ§Ãµes eram abertas.  </p>

<p>Mas para proteger o "cartel" das operadoras, uma polÃ­cia de wi-fi andava pela cidade detectando e fechando pontos "ilegais", ou seja, hotspots gratuitos que tinham sido espontaneamente (ou descuidadamente) abertos por pessoas ou estabelecimentos.</p>

<p>Agora, antes que eu pareÃ§a estar desdenhando de algo que, em teoria, Ã© um Ã³timo serviÃ§o, devo dizer que ter internet ilimitada no celular em Londres Ã© simples e muito barato. Com a operadora que uso atualmente, pago 15 libras (R$ 48) por mÃªs e tenho internet ilimitada (que uso tambÃ©m no computador de casa), alÃ©m de muitos minutos e SMS. E estamos falando de um plano prÃ©-pago, sem contas nem vÃ­nculos. </p>

<p>Por isso achei inicialmente estranho quando soube que a Virgin cobrarÃ¡ uma taxa para o uso do seu hotspot no metrÃ´ a partir desse mÃªs. Quem vai pagar? Talvez os turistas, mas duvido. Atualmente, vale mais a pena para quem jÃ¡ tem um smartphone andar com o wi-fi desligado pela cidade, para evitar que as pÃ¡ginas de acesso dos hotspots oficiais invadam a sua tela e nÃ£o te deixem fazer mais nada (sim, The Cloud, estou falando com vocÃª).</p>

<p>NÃ£o deixa de me parecer uma certa picaretagem dizer que a cidade terÃ¡ toda esta oferta de internet gratuita por causa da OlimpÃ­ada, se ela nÃ£o funciona bem, veta a participaÃ§Ã£o de atores independentes e ainda por cima, passarÃ¡ a ser cobrada depois. Ã‰ uma liÃ§Ã£o a levar, sem dÃºvida, mas para termos atenÃ§Ã£o redobrada no Brasil, onde as operadoras de internet/celular/TV a cabo jÃ¡ tem, digamos, o hÃ¡bito de lesar o consumidor, oferecendo pacotes "imperdÃ­veis" por preÃ§os "inacreditÃ¡veis".</p>

<p>HÃ¡ uma semana, uma matÃ©ria do Uol disse que jÃ¡ se estima que a capacidade das redes para trÃ¡fego de dados no Rio em 2016 terÃ¡ que ser 95% maior do que em Londres.</p>]]>
        
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    <title>Mapeando mudanÃ§as</title>
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    <published>2012-09-06T13:38:47Z</published>
    <updated>2012-09-06T14:34:42Z</updated>


    <summary type="html">Um mapa simpÃ¡tico mostra as mudanÃ§as no bairro Hackney, no leste de Londres, jÃ¡ foi uma Ã¡rea industrial, sofreu bombardeios na Segunda Guerra Mundial e virou foco de pobreza e criminalidade na capital britÃ¢nica. Hoje, porÃ©m, Ã© uma Ã¡rea em...</summary>
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        <name>Paula Adamo Idoeta</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Um mapa simpÃ¡tico mostra as mudanÃ§as no bairro </p></div>

<p>Hackney, no leste de Londres, jÃ¡ foi uma Ã¡rea industrial, sofreu bombardeios na Segunda Guerra Mundial e virou foco de pobreza e criminalidade na capital britÃ¢nica.</p>

<p>Hoje, porÃ©m, Ã© uma Ã¡rea em ascensÃ£o: por ali estÃ£o o Parque OlÃ­mpico e polos de tecnologia e negÃ³cios, como . Ã‰ tambÃ©m por ali que estÃ£o ocorrendo alguns dos melhores eventos culturais da cidade.  </p>

<p>Ainda hÃ¡ desigualdade na regiÃ£o, mas Hackney - que estÃ¡ "trendy", ou na moda - caiu no gosto dos jovens mais descolados, atrai festas e festivais e Ã© multicultural.</p>

<p>Essas mudanÃ§as sÃ£o tema de uma exposiÃ§Ã£o no Museu de Hackney, chamada Mapping the Change ("mapeando a mudanÃ§a"). Mostra fotos antigas e atuais e depoimentos de moradores, contando como a regiÃ£o foi mudando sua vocaÃ§Ã£o manufatureira para o cenÃ¡rio atual. </p>

<p>MudanÃ§as tambÃ©m implicam perdas. Muitos depoimentos criticam a valorizaÃ§Ã£o da Ã¡rea, os aumentos dos preÃ§os da habitaÃ§Ã£o (que acabam forÃ§ando a saÃ­da de antigos moradores) e a perda de caracterÃ­sticas originais. Ainda assim, um passeio pelas ruas de Hackney deixa claro que Ã© um bairro vivo, etnicamente misto e em ebuliÃ§Ã£o.</p>

<p>                                                      **</p>

<p>Com este post, me despeÃ§o do blog, para retornar Ã  redaÃ§Ã£o da Âé¶¹Éç Brasil em SÃ£o Paulo. Mas o Londonices continua, tocado pela minha colega Camilla Costa. Obrigada pela leitura e pelos comentÃ¡rios!</p>]]>
        
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    <title>Onde estÃ¡ (e quem Ã©) Banksy?</title>
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    <published>2012-09-05T14:30:00Z</published>
    <updated>2012-09-06T13:50:20Z</updated>


    <summary type="html"><![CDATA[A obra &quot;Um paÃ­s sob cÃ¢meras de vigilÃ¢ncia&quot;, em Londres, que foi coberta com tinta branca Este mapa interativo pode guiÃ¡-lo em um dos novos esportes favoritos de londrinos e turistas: a caÃ§a a um grafite do lendÃ¡rio Banksy na...]]></summary>
    <author>
        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">A obra &quot;Um paÃ­s sob cÃ¢meras de vigilÃ¢ncia&quot;, em Londres, que foi coberta com tinta branca</p></div>

<p>pode guiÃ¡-lo em um dos novos esportes favoritos de londrinos e turistas: a caÃ§a a um grafite do lendÃ¡rio Banksy na cidade.</p>

<p>Os colaboradores marcam os pontos onde sabe-se que o artista deixou sua marca e os atualizam com fotos, descriÃ§Ãµes atuais das obras e ocasionais protestos sobre a sua remoÃ§Ã£o. Trabalhos do grafiteiro de Bristol estÃ£o sendo paulatinamente removidos dos muros. "Ã‰ parte do ciclo de vida da arte de rua", argumentam alguns. "Ã‰ caretice", vociferam outros.</p>

<p>Enquanto isso, o prÃ³prio Banksy ainda nÃ£o parece disposto a revelar sua identidade nem seus prÃ³ximos passos, mesmo apÃ³s ter realizado um documentÃ¡rio que concorreu ao Oscar (por falar nisso, a "estrela" do filme, Mr. Brainwash, estÃ¡ expondo seus trabalhos em um galpÃ£o no centro da cidade). Isto Ã©, caso o nome Banksy seja realmente de um artista sÃ³ e nÃ£o de um grupo, como muitos suspeitam.</p>

<p>Conheci um estudante de fotografia birmanÃªs que me relatou um encontro bastante com um homem um tanto enigmÃ¡tico. Ele era bastante tatuado, usava lentes de contato brancas, estava um pouco sujo de spray e usava uma camisa que dizia: "I'm not Banksy" (Eu nÃ£o sou Banksy). Mas  engatou uma conversa com o birmanÃªs, durante a qual disse trabalhar "pintando com spray" e estar "terminando alguns trabalhos por aÃ­".</p>

<p>O homem nÃ£o quis revelar o nome, disse que nÃ£o era uma boa ideia fazÃª-lo, mas se deixou fotografar. Grafiteiros famosos, pouco famosos e aspirantes nÃ£o faltam em Londres, Ã© claro. E temos dÃºvidas sobre se o Banksy real deixaria que uma foto sua circulasse por aÃ­, mas quem sabe?</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Um dos muitos &quot;Banksys&quot; que existem por Londres ou, quem sabe, o original. Foto cedida por Ganesh Baniya </p></div>]]>
        
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    <title>O Ãºltimo sorvete do verÃ£o</title>
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    <published>2012-09-04T14:30:00Z</published>
    <updated>2012-09-04T14:11:44Z</updated>


    <summary type="html">Procura-se um sorvete desesperadamente Um par de vacas multicoloridas anunciava, no Ãºltimo domingo, um festival de sorvete prÃ³ximo Ã  estaÃ§Ã£o de Kings&apos;s Cross. Ora, vejam. Desde o inÃ­cio desta semana o sol voltou a brilhar em Londres, para nos dar...</summary>
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        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Procura-se um sorvete desesperadamente </p></div>

<p>Um par de vacas multicoloridas anunciava, no Ãºltimo domingo, um festival de sorvete prÃ³ximo Ã  estaÃ§Ã£o de Kings's Cross. Ora, vejam. Desde o inÃ­cio desta semana o sol voltou a brilhar em Londres, para nos dar o gosto do finzinho do verÃ£o, mas no domingo, o dia foi frio e nublado. De qualquer modo, pensei, um festival de sorvete nÃ£o se perde assim.</p>

<p>A Ã¡rea de King's Cross, como Paula disse no post anterior, estÃ¡ passando por uma sÃ©rie de reformas e revitalizaÃ§Ãµes, das quais fazem parte inÃºmeros projetos culturais e pequenos festivais. Nos prÃ³ximos dias, eles tambÃ©m receberÃ£o shows de mÃºsica africana. O "Ice Cream Festival", cuja entrada era gratuita (viu, SÃ£o Paulo?) prometia trazer alguns dos melhores fabricantes de sorvete do paÃ­s, ter ordenha de vacas e programaÃ§Ãµes infantis.</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">A vaca da ordenha se chamava Camilla: um sinal? um deboche? </p></div>

<p>E cumpria, pelo menos parcialmente. Mesas de ping-pong, uma "prainha" com esculturas de areia para as crianÃ§as menores e uma ordenha de Ã¡gua em vacas de plÃ¡stico garantiam a diversÃ£o familiar de domingo. Infelizmente, o outro sÃ³cio da empreitada - o sol - nÃ£o estava contribuindo muito. Um pequeno estÃ¡bulo com ovelhas (sim, essas eram reais) e um stand com sorveteiros-cientistas fazendo iguarias de nitrogÃªnio tambÃ©m foi responsÃ¡vel pela parte divertida/educativa do festival. </p>

<p>Tudo isso consegui ver rapidamente ao chegar em King's Cross por volta das 16h do domingo. Mas um personagem fazia falta, notoriamente: o sorvete, propriamente dito. Havia trailers de pizza, hamburguer, comida indiana. E algumas barracas de sorvete, que jÃ¡ pareciam fechadas. As placas riscadas anunciavam que os melhores sabores jÃ¡ haviam ido embora. Mesmo sem calor, parecia que a estrela da festa tinha sido consumida muito rapidamente.</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Na falta de sorvete, um novo rei dos verÃµes futuros se anunciava: o frozen yogurt </p></div>

<p>Demorei um pouco para descobri que ainda havia um pouco de sorvete bom e barato Ã  venda. Com sabores diferentes, leite orgÃ¢nico e de outras variedades. Mas as filas eram enormes - e jÃ¡ comeÃ§ava a chover. </p>

<p>Fazer o que, nÃ©? Assim Ã© a vida em Londres e, pelo menos, nunca Ã© entediante. O escritor inglÃªs Samuel Johnson disse "When a man is tired of London, he's tired of life" (Se um homem estÃ¡ cansado de Londres, estÃ¡ cansado da vida). Em nome da aventura num domingo nublado, entrei na fila. Alguns novos amigos e jogos de celular depois, consegui, vitoriosa, o meu sorvete. Chuva, frio, nÃ£o importa. Os rituais da estaÃ§Ã£o devem ser respeitados. Especialmente para quem tem tÃ£o pouco verÃ£o, como os britÃ¢nicos.</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">A vitÃ³ria, enfim </p></div>
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    <title>Sons de Londres para 2025</title>
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    <published>2012-09-03T09:04:13Z</published>
    <updated>2012-08-31T15:10:07Z</updated>


    <summary type="html">ReproduÃ§Ã£o do site Soundbrigde 2025, que quer fazer uma ponte entre os atuais e os futuros moradores de KingÂ´s Cross Em metrÃ³poles como Londres e SÃ£o Paulo, bairros inteiros sÃ£o alterados por conta de empreendimentos imobiliÃ¡rios, incentivos (ou desincentivos) estatais...</summary>
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        <name>Paula Adamo Idoeta</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">ReproduÃ§Ã£o do site Soundbrigde 2025, que quer fazer uma ponte entre os atuais e os futuros moradores de KingÂ´s Cross </p></div>

<p>Em metrÃ³poles como Londres e SÃ£o Paulo, bairros inteiros sÃ£o alterados por conta de empreendimentos imobiliÃ¡rios, incentivos (ou desincentivos) estatais e por forÃ§as que muitas vezes fogem do controle de seus habitantes.</p>

<p>KingÂ´s Cross, no centro-norte de Londres, Ã© uma Ã¡rea em mudanÃ§a. Meus colegas que vivem aqui hÃ¡ mais tempo me contam que a regiÃ£o era empobrecida, foco de prostituiÃ§Ã£o e drogas. Algum resquÃ­cio disso persiste, mas os entornos da estaÃ§Ã£o de KingÂ´s Cross estÃ£o se revitalizando, em especial com a relativamente nova (e imponente) estaÃ§Ã£o internacional de trem de St. Pancras. </p>

<p>Mas o que pensam as pessoas que moram ali? E o que elas teriam a dizer para os futuros moradores da regiÃ£o?</p>

<p>Um projeto foi criado para ouvi-las. Estou falando do Soundbridge 2025, que estÃ¡ criando uma "cÃ¡psula do tempo sonora", em vinil, para ser aberta em KingÂ´s Cross daqui a 13 anos. A cÃ¡psula contÃ©m depoimentos e mensagens das pessoas que vivem regiÃ£o em 2012.</p>

<p>A ideia Ã© manter viva a memÃ³ria dos moradores locais e "fazer uma ponte entre as pessoas que moram ali e que morarÃ£o num futuro prÃ³ximo", segundo o site do projeto (www.soundbridge2025.co.uk), que tambÃ©m quer que a iniciativa se repita em geraÃ§Ãµes futuras.</p>

<p>Quem me contou a respeito do projeto foi a arquiteta brasileira Flavia DÂ´Amico, uma das participantes do Soundbridge 2025.</p>

<p>Ela explica que o projeto faz parte de uma iniciativa maior, chamada EuPA (Europe Union Public Art), que estÃ¡ sendo realizado em outras cidades europeias, e foi apresentado recentemente no Festival de Arquitetura de Londres.</p>

<p>E vocÃª, que mensagem gostaria de deixar para o futuro morador do seu bairro?</p>]]>
        
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    <title>O caos ordenado no carnaval</title>
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    <published>2012-08-31T15:15:54Z</published>
    <updated>2012-08-30T16:21:36Z</updated>


    <summary type="html">A busca valia a pena; sÃ³ mÃºsica boa nos SoundSystems O Carnaval de Notting Hill passou e, para quem tem experiÃªncia nos maiores carnavais do Brasil, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, a impressÃ£o Ã© de que foi tudo divertido, mas...</summary>
    <author>
        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">A busca valia a pena; sÃ³ mÃºsica boa nos SoundSystems </p></div>

<p>O Carnaval de Notting Hill passou e, para quem tem experiÃªncia nos maiores carnavais do Brasil, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, a impressÃ£o Ã© de que foi tudo divertido, mas meio caÃ³tico demais.</p>

<p>Um desavisado que chegasse no inÃ­cio do circuito sem ter conseguido um dos mapinhas distribuÃ­dos na rua teria um pouco de dificuldade de saber para onde ia a multidÃ£o, jÃ¡ que parte estava seguindo os desfiles, outra parte estava procurando os SoundSystems e uma terceira parte sÃ³ estava vagando por ali mesmo.</p>

<p>Mas devo admitir que o carnaval de Notting Hill deixou alguns aspectos na nossa organizaÃ§Ã£o no chinelo quando descobri que eles tinham um aplicativo para iPhone, com todas as informaÃ§Ãµes necessÃ¡rias. </p>

<p>O aplicativo era gratuito, simples e simpÃ¡tico, com mapas diferentes para que vocÃª soubesse como se localizar no percurso do desfile, onde ficava cada um dos SoundSystems e o que cada um tocaria, onde eram os postos de primeiros socorros, as barracas oficiais de comida (apesar de que as nÃ£o oficiais eram abundantes tambÃ©m) e os banheiros.</p>

<p>Seria bem mais fÃ¡cil jogar sÃ³ uns mapas "de papel" no aplicativo, mas esse usa o localizador do celular para que vocÃª nÃ£o precise ficar rodando mapa na mÃ£o - jÃ¡ sabe de onde estÃ¡ mais perto. Mas uma versÃ£o simplificada do mapa geral tambÃ©m fica disponÃ­vel para ver offline, no caso de - coisa bastante esquisita e comum aqui em Londres - a rede do celular caia, porque o lugar estÃ¡ "cheio demais".</p>

<p>Claro que nos carnavais brasileiros o que a gente menos quer Ã© levar um smartphone para a rua. Mesmo assim, nÃ£o custa nada sonhar com o dia em que isso serÃ¡ possÃ­vel sem problemas. De qualquer modo, o exemplo Ã© bom e pode funcionar com uma sÃ©rie de outros festivais ao ar livre - e tambÃ©m fechados - no Brasil.</p>

<p>Copiem aÃ­, gente!</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:500px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Para quem queria ver o desfile.... </p></div>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:500px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">...ou sÃ³ ouvir mÃºsica. </p></div>]]>
        
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    <title>Mestre do suspense</title>
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    <published>2012-08-30T09:12:21Z</published>
    <updated>2012-08-30T16:27:06Z</updated>


    <summary type="html">Cartaz da retrospectiva de filmes de Hitchcock, que faz parte da programaÃ§Ã£o cultural do British Film Institute O cultuado diretor britÃ¢nico Alfred Hitchcock Ã© tema de um festival que estÃ¡ sendo realizado atÃ© outubro no British Film Institute (BFI), em...</summary>
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        <name>Paula Adamo Idoeta</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Cartaz da retrospectiva de filmes de Hitchcock, que faz parte da programaÃ§Ã£o cultural do British Film Institute </p></div>

<p>O cultuado diretor britÃ¢nico Alfred Hitchcock Ã© tema de um festival que estÃ¡ sendo realizado atÃ© outubro no British Film Institute (BFI), em Londres.</p>

<p>A retrospectiva inclui desde filmes mudos restaurados atÃ© clÃ¡ssicos como Um Corpo que Cai e Psicose, que fizeram de Hitchcock o "mestre do suspense". A programaÃ§Ã£o estÃ¡ . </p>

<p>Nas palavras do BFI, trata-se de "uma grande celebraÃ§Ã£o de um dos diretores mais influentes e icÃ´nicos de todos os tempos". </p>

<p>E, se isso nÃ£o for desculpa suficiente para visitar o instituto, o passeio vale pela incrÃ­vel loja do BFI - localizado em Southbank, nas margens sul do rio TÃ¢misa -, recheada de DVDs e pÃ´steres de filmes clÃ¡ssicos e cults dificilmente encontrados em outros lugares. </p>]]>
        
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    <title>Escape para Edimburgo</title>
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    <published>2012-08-29T09:05:20Z</published>
    <updated>2012-08-28T16:11:24Z</updated>


    <summary type="html">Centro de Edimurgo, repleto de atividades no mÃªs de agosto Ã‰ certo que este blog Ã© sobre Londres, mas peÃ§o licenÃ§a para falar de uma cidade que, em agosto, rouba as atenÃ§Ãµes da cena cultural na GrÃ£-Bretanha: Edimburgo. A graciosa...</summary>
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        <name>Paula Adamo Idoeta</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">Centro de Edimurgo, repleto de atividades no mÃªs de agosto </p></div>

<p>Ã‰ certo que este blog Ã© sobre Londres, mas peÃ§o licenÃ§a para falar de uma cidade que, em agosto, rouba as atenÃ§Ãµes da cena cultural na GrÃ£-Bretanha: Edimburgo.</p>

<p>A graciosa cidade escocesa Ã© sede de um dos maiores festivais de arte do mundo, com um mÃªs repleto de peÃ§as de teatro, performances de danÃ§a, mÃºsica e poesia. A cada dez passos caminhados pelo centro, o visitante Ã© surpreendido com pequeno show e bombardeado com dezenas de panfletos das atraÃ§Ãµes culturais centrais ou paralelas do evento.</p>

<p>Para quem se interessar, a programaÃ§Ã£o oficial do festival (que vai atÃ© 2 de setembro) estÃ¡ .</p>

<p>"Nunca havia ido a um festival que dominasse uma cidade ao longo de tanto tempo", resumiu a atriz brasileira Julia Sampaio Alves CorrÃªa, 26, que participou do evento em Edimburgo com a peÃ§a "Fantasist", a qual ela descreve como uma "comÃ©dia de humor negro", por abordar a transtorno manÃ­aco-depressivo. </p>

<p>"Edimburgo tem "tantos tipos de peÃ§a, para todos os gostos. Com isso, tivemos sorte de cair no gosto do pÃºblico e conseguir casa cheia ao longo do mÃªs", prossegue a brasileira, que estudou no London International School of Performing Arts e mora hÃ¡ quatro anos em Londres.</p>

<p>A oferta de programas culturais Ã© farta e de alta qualidade. Melhor que isso sÃ³ mesmo as vistas de tirar o fÃ´lego do castelo, das montanhas e do centro histÃ³rico de Edimburgo.</p>

<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">A oferta de atraÃ§Ãµes do festival cultural de Edimburgo pode ser confirmada pela quantidade de panfletos divulgando peÃ§as e apresentaÃ§Ãµes </p></div>]]>
        
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    <title>PolÃªmica no horizonte</title>
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    <published>2012-08-28T10:00:00Z</published>
    <updated>2012-08-27T10:08:12Z</updated>


    <summary type="html"> Apesar de ser uma capital bastante bem servida de prÃ©dios, Londres tem um dos skylines mais bonitos do mundo, na minha opiniÃ£o. Especialmente Ã  beira do TÃ¢misa. Acho que a cidade, atÃ© agora, me parece uma das mais bem...</summary>
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        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;"> </p></div>

<p>Apesar de ser uma capital bastante bem servida de prÃ©dios, Londres tem um dos skylines mais bonitos do mundo, na minha opiniÃ£o. Especialmente Ã  beira do TÃ¢misa.</p>

<p>Acho que a cidade, atÃ© agora, me parece uma das mais bem sucedidas em mesclar os prÃ©dios tradicionais de diversas Ã©pocas com os ultramodernos. Ã‰ bastante diferente, por exemplo, de Paris, que tem separaÃ§Ãµes muito marcadas entre antigo e moderno, entre histÃ³ria e atualidade arquitetÃ´nica. Ã‰ incansÃ¡velmente bonita, claro, mas - ouso dizer - volta e meia se assemelha demais a um cenÃ¡rio, para o meu gosto.</p>

<p>JÃ¡ em Londres Ã© possÃ­vel ver as camadas da histÃ³ria sobrepostas. Casas vitorianas, edifÃ­cios elizabetanos, pubs medievais e o Shard, maior arranha-cÃ©u da Europa. Infelizmente, nÃ£o sei o suficiente sobre arquitetura para julgÃ¡-lo com mais propriedade. Mas o resultado Ã© harmÃ´nico, agradÃ¡vel Ã  vista e, em certas horas do dia, realmente espetacular.</p>

<p>Mas como em qualquer cidade grande, a populaÃ§Ã£o nÃ£o estÃ¡ tÃ£o satisfeita com a construÃ§Ã£o dos prÃ©dios novos. O Shard, por exemplo, com seus 310 metros, foi alvo de bastante polÃªmica e crÃ­ticas abertas atÃ© de jornais como o The Guardian, a Unesco e a associaÃ§Ã£o English Heritage, que diz que ele prejudica as vistas protegidas da Catedral de St. Paul e do Parlamento.</p>

<p>Em 2010, a agÃªncia de consultoria arquitetÃ´nica Hayes Davidson, envolvida em alguns desses projetos de arranha-cÃ©us ambiciosos no mundo todo, criou uma espÃ©cie de jogo na internet em que Ã© . Aparentemente, eles estÃ£o tentando entender por que exatamente as pessoas reclamam dos edifÃ­cios e o que elas gostariam de ver no horizonte da cidade.</p>

<p>No site, que continua ativo, Ã© possÃ­vel escolher entre uma "base" para o seu skyline, que pode ser "do passado", ou seja, sem muitos edifÃ­cios, atual (de 2010) e consentida, que quer dizer jÃ¡ com a construÃ§Ã£o de edifÃ­cios como o Shard, permitidos pela prefeitura.</p>

<p>Ã‰ um pouco difÃ­cil resistir, se vocÃª comeÃ§a com a base simples, a colocar um bom nÃºmero de prÃ©dios. Vistos assim, como silhuetas, em uma lista, eles tem formatos bonitinhos e parece mesmo que vÃ£o funcionar. Por isso, me pergunto se a lÃ³gica de criar um jogo sobre o Skyline nÃ£o pode acabar induzindo os participantes a darem Ã  agÃªncia armas para afirmar que eles querem uma cidade que nÃ£o necessariamente querem.</p>

<p>Tentei deixar a minha Skyline modesta, mas foi mais forte que eu. Joguei lÃ¡ no fundo uma torre Eiffel, sÃ³ para ver como ficava. Mas em Paris, onde hÃ¡ limite de altura para os prÃ©dios, ela aparece de verdade. Aqui, Ã© sÃ³ mais uma. </p>]]>
        
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    <title>Os paraolÃ­mpicos estÃ£o chegando</title>
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    <published>2012-08-27T18:00:00Z</published>
    <updated>2012-08-27T09:07:40Z</updated>


    <summary type="html">As mudanÃ§as no Parque foram poucas, mas devem dar mais acesso aos atletas e espectadores. (Foto: AFP) Esta Ã© a parte dos que ninguÃ©m mostra: a preparaÃ§Ã£o das ParaolimpÃ­adas, que geralmente sÃ£o relegadas a segundo (ou terceiro ou quarto) plano...</summary>
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        <name>Camilla Costa</name>
        
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        <![CDATA[<div class="imgCaptionCenter" style="text-align: center; display: block; "><p style="max-width:600px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin: 0 auto 20px;">As mudanÃ§as no Parque foram poucas, mas devem dar mais acesso aos atletas e espectadores. (Foto: AFP) </p></div>

<p>Esta Ã© a parte dos que ninguÃ©m mostra: a preparaÃ§Ã£o das ParaolimpÃ­adas, que geralmente sÃ£o relegadas a segundo (ou terceiro ou quarto) plano apÃ³s os Jogos OlÃ­mpicos.</p>

<p>Durante os 16 dias entre a OlimpÃ­ada e a ParaolimpÃ­ada, poucas, mas importantes mudanÃ§as foram feitas no Parque OlÃ­mpico e em alguns dos locais de competiÃ§Ãµes, que agora receberÃ£o esportes como basquete com cadeiras de rodas e vÃ´lei sentado.</p>

<p>AlÃ©m do Ã³bvio - a mudanÃ§a nos banners, sinalizaÃ§Ãµes e Ã´nibus em toda a cidade - novos voluntÃ¡rios estÃ£o sendo treinados. Os voluntÃ¡rios olÃ­mpicos foram o grande sucesso destes Jogos em Londres, mas sÃ³ um terÃ§o deles trabalharÃ¡ tambÃ©m na ParaolimpÃ­ada.</p>

<p>Para efeitos de economia e rapidez, a maior parte dos espaÃ§os dedicados Ã s competiÃ§Ãµes e cerimÃ´nias de Londres 2012 foi construÃ­da e adaptada pensando tambÃ©m nos atletas paraolÃ­mpicos.</p>

<p>Mas, segundo uma matÃ©ria da Âé¶¹Éç News, ainda foi necessÃ¡rio fazer algumas mudanÃ§as antes da chegada dos mais de 4 mil para-atletas. O estÃ¡dio olÃ­mpico aumentou seu nÃºmero de lugares para cadeiras de rodas de 394 para 568. Ã”nibus tambÃ©m foram convertidos para dar mais espaÃ§o a cadeirantes.</p>

<p>Alguns dos locais de competiÃ§Ãµes tambÃ©m foram levemente alterados, jÃ¡ que agora receberÃ£o esportes diferentes. A Riverbank Arena, que foi palco das disputas do hÃ³quei, receberÃ¡ o futebol de sete e de cinco jogadores.</p>

<p>Dentro do parque olÃ­mpico, um local especial para o tÃªnis paraolÃ­mpico tambÃ©m foi criado. A Copper Box, que recebeu provas de handebol e pentatlo moderno, receberÃ¡ o golbol, um esporte criado especialmente para atletas cegos.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; "><p style="max-width:450px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);">As equipes paraolÃ­mpicas podem acabar se apresentando para os estÃ¡dios mais cheios que jÃ¡ viram. (Foto: PA) </p></div>Mas como dezesseis dos "venues" sequer serÃ£o usados na ParaolimpÃ­ada, espera-se um final de verÃ£o tranquilo atÃ© demais em Londres apesar dos Jogos. As propagandas no metrÃ´ rapidamente mudaram, e pedem que os britÃ¢nicos continuem aqui torcendo por sua delegaÃ§Ã£o, porque "ainda hÃ¡ muito ouro para conseguir".

<p>Por outro lado, o Locog e a prefeitura estÃ£o suando a camisa para fazer com que cadeiras vazias nos estÃ¡dios nÃ£o sejam um problema desta vez.</p>

<p>Uma semana antes dos Jogos, 140 mil ingressos extra foram colocados Ã  venda e, aparentemente, se esgotaram em cerca de 3 horas! A "pegadinha" Ã© que pelo menos 100 mil deles eram ingressos que davam entrada somente para a visitaÃ§Ã£o do Parque durante cinco horas, e nÃ£o para as arenas de esportes.</p>

<p>Mesmo assim, estima-se que 2,2 milhÃµes de ingressos dos 2,5 milhÃµes totais dos Jogos tenham sido vendidos. AtÃ© agora, Ã© o maior nÃºmero de ingressos para uma ParaolimpÃ­ada vendidos na histÃ³ria da competiÃ§Ã£o.</p>

<p>Parece que a febre olÃ­mpica pegou mesmo. SerÃ¡ que pega no Rio?</p>]]>
        
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