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    <title>Âé¶¹Éç - Direto dos EUA</title>
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    <updated>2012-01-10T23:56:56Z</updated>
    <subtitle>Um enfoque diferente sobre fatos que marcam a vida na maior potÃªncia mundial.</subtitle>
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    <title>GuantÃ¡namo, dez anos depois</title>
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    <published>2012-01-10T23:55:06Z</published>
    <updated>2012-01-10T23:56:56Z</updated>


    <summary type="html">Esta quarta-feira marca os dez anos da chegada dos primeiros 20 detentos Ã  prisÃ£o militar americana na BaÃ­a de GuantÃ¡namo, em Cuba. Em Washington, a data serÃ¡ lembrada com um protesto e uma vigÃ­lia em frente Ã  Casa Branca, para...</summary>
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        <![CDATA[<p>Esta quarta-feira marca os dez anos da chegada dos primeiros 20 detentos Ã  prisÃ£o militar americana na BaÃ­a de GuantÃ¡namo, em Cuba.</p>

<p>Em Washington, a data serÃ¡ lembrada com um protesto e uma vigÃ­lia em frente Ã  Casa Branca, para cobrar do presidente Barack Obama o cumprimento da promessa de fechar o centro de detenÃ§Ã£o.</p>

<p>O anÃºncio do fechamento de GuantÃ¡namo foi um dos primeiros atos de Obama no governo, dois dias apÃ³s tomar posse, em janeiro de 2009. </p>

<p>TrÃªs anos depois, a prisÃ£o que se tornou infame pelas denÃºncias de tortura contra acusados de terrorismo continua sendo motivo de polÃªmica nos Estados Unidos e no mundo.</p>

<p>Alguns atribuem a culpa pelo eterno adiamento da decisÃ£o de fechar GuantÃ¡namo ao Congresso americano, que barrou a transferÃªncia dos prisioneiros para os Estados Unidos e dificultou seu envio a terceiros paÃ­ses. </p>

<p>Em meio ao debate, os relatos sÃ£o de que a tortura nÃ£o Ã© mais praticada em GuantÃ¡namo, e o nÃºmero de detentos, que chegou a quase 800, hoje Ã© de 171. Mas o fato Ã© que a prisÃ£o ainda abriga, indefinidamente, pessoas sem condenaÃ§Ã£o ou acusaÃ§Ã£o formal. </p>]]>
        
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    <title>Ano Novo com boas notÃ­cias para Obama</title>
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    <published>2012-01-06T00:05:40Z</published>
    <updated>2012-01-06T00:06:31Z</updated>


    <summary type="html">O ano comeÃ§a com boas notÃ­cias para o presidente Barack Obama. No inÃ­cio da semana, o presidente americano viu seu principal rival republicano, o prÃ©-candidato Mitt Romney, suar muito para conseguir uma vitÃ³ria de apenas oito votos sobre o segundo...</summary>
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        <![CDATA[<p>O ano comeÃ§a com boas notÃ­cias para o presidente Barack Obama. No inÃ­cio da semana, o presidente americano viu seu principal rival republicano, o prÃ©-candidato Mitt Romney, suar muito para conseguir uma vitÃ³ria de apenas oito votos sobre o segundo colocado, Rick Santorum, na prÃ©via que abriu o calendÃ¡rio eleitoral.</p>

<p>A performance de Romney no caucus de Iowa, com 25% dos votos, mesmo patamar de quatro anos atrÃ¡s, aumentou as dÃºvidas daqueles que questionam se o ex-governador de Massachusetts, atÃ© agora o favorito para ganhar a indicaÃ§Ã£o do partido, tem reais condiÃ§Ãµes de conquistar o eleitorado republicano mais Ã  direita e de se tornar um candidato viÃ¡vel contra Obama na eleiÃ§Ã£o de 6 de novembro.</p>

<p>Enquanto ainda comemorava o resultado da prÃ©via republicana, Obama recebeu outra notÃ­cia favorÃ¡vel: uma pesquisa recÃ©m-divulgada pelo Gallup indica que, nos primeiros trÃªs dias Ãºteis de 2012, sua taxa mÃ©dia de aprovaÃ§Ã£o ficou em 46%, acima dos 43% registrados nos Ãºltimos meses de 2011.</p>

<p>O resultado fica apenas um ponto percentual abaixo da mÃ©dia de trÃªs dias verificada entre 21 e 23 de dezembro, de 47%, que foi a mais alta desde o inÃ­cio de julho.</p>

<p>De acordo com o Gallup, uma das razÃµes para o aumento na taxa de aprovaÃ§Ã£o do presidente sÃ£o dados recentes que indicam uma recuperaÃ§Ã£o da economia americana.</p>

<p>O desafio de Obama agora, em pleno ano eleitoral, Ã© conseguir manter a taxa de aprovaÃ§Ã£o elevada, elemento considerado chave para a conquista de um segundo mandato. Segundo o Gallup, desde Dwight D. Eisenhower, na dÃ©cada de 50, todos os presidentes com aprovaÃ§Ã£o de mais de 50% se reelegeram facilmente.</p>]]>
        
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    <title>Um terceiro candidato na eleiÃ§Ã£o americana</title>
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    <published>2011-12-21T21:06:44Z</published>
    <updated>2011-12-21T21:08:26Z</updated>


    <summary type="html">Ã€s vÃ©speras do inÃ­cio da temporada de prÃ©vias republicanas - que comeÃ§a no prÃ³ximo dia 3, com o caucus de Iowa -, e em um momento de crise econÃ´mica e grande frustraÃ§Ã£o com os polÃ­ticos do paÃ­s, muitos americanos voltam...</summary>
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        <![CDATA[<p>Ã€s vÃ©speras do inÃ­cio da temporada de prÃ©vias republicanas - que comeÃ§a no prÃ³ximo dia 3, com o caucus de Iowa -, e em um momento de crise econÃ´mica e grande frustraÃ§Ã£o com os polÃ­ticos do paÃ­s, muitos americanos voltam a discutir a viabilidade de uma candidatura por um terceiro partido nas eleiÃ§Ãµes de 6 de novembro do ano que vem.</p>

<p>Em um paÃ­s em que a polÃ­tica Ã© tradicionalmente dominada por dois partidos, o Democrata e o Republicano, uma pesquisa recente da rede de TV <em>ABC News </em>e do jornal <em>The Washington Post </em>revelou que mais de 60% dos americanos sÃ£o favorÃ¡veis Ã  ideia de um terceiro candidato, embora somente 25% afirmem defender a proposta com maior fervor.</p>

<p>Nesta campanha, vÃªm ganhando destaque iniciativas como a do "Americans Elect", grupo bipartidÃ¡rio que reÃºne estrategistas polÃ­ticos e pretende colocar o nome de um terceiro candidato nas cÃ©dulas. </p>

<p>AtÃ© agora, o grupo jÃ¡ arrecadou mais de US$ 20 milhÃµes e reuniu mais de 2 milhÃµes de assinaturas, e a ideia Ã© realizar uma convenÃ§Ã£o pela internet, ampliando o processo de escolha do candidato para alÃ©m das tradicionais primÃ¡rias e caucus.</p>

<p>Mas as pesquisas e o prÃ³prio histÃ³rico das eleiÃ§Ãµes americanas mostram que nÃ£o Ã© fÃ¡cil levar uma candidatura independente ou por um terceiro partido adiante. As regras para incluir na cÃ©dula da votaÃ§Ã£o presidencial um nome que nÃ£o represente um dos dois grandes partidos sÃ£o difÃ­ceis e variam em cada Estado.</p>

<p>Mesmo quando conseguem ter seu nome inscrito, os candidatos geralmente tÃªm poucas chances. Um dos mais bem-sucedidos dos Ãºltimos anos, Ross Perot, conseguiu menos de 20% dos votos nas eleiÃ§Ãµes de 1992.</p>

<p>Nesta semana, um novo levantamento encomendado pela <em>ABC </em>e pelo <em>Post </em>mede quais seriam as chances dos trÃªs nomes mais citados quando se fala em terceiro candidato: Ron Paul (atualmente prÃ©-candidato republicano), o magnata Donald Trump e o prefeito de Nova York, Michale Bloomberg.</p>

<p>Segundo a pesquisa, que ouviu 1.019 adultos por telefone entre 14 e 19 de dezembro e tem margem de erro de quatro pontos, os trÃªs enfrentariam dificuldades para levar adiante uma candidatura fora dos partidos tradicionais. </p>

<p>De acordo com a pesquisa, os americanos estÃ£o divididos sobre Paul. Mas, caso ele se candidatasse por um terceiro partido ou como independente, poderia roubar votos de Mitt Romney, o favorito republicano.</p>

<p>Sobre Bloomberg, 44% nÃ£o tÃªm opiniÃ£o formada. Trump Ã© o mais conhecido dos trÃªs, mas 48% dos entrevistados tÃªm opiniÃ£o desfavorÃ¡vel sobre ele. </p>]]>
        
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    <title>Em clima de campanha, Obama marca fim da guerra no Iraque</title>
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    <published>2011-12-15T01:05:47Z</published>
    <updated>2011-12-15T01:28:51Z</updated>


    <summary type="html">Diante de uma plateia formada por militares recÃ©m-chegados do Iraque, o presidente Barack Obama marcou oficialmente o fim da guerra com um discurso no qual agradeceu os sacrifÃ­cios e conquistas dos soldados americanos. O pronunciamento, feito na base militar de...</summary>
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        <![CDATA[<p>Diante de uma plateia formada por militares recÃ©m-chegados do Iraque, o presidente Barack Obama marcou oficialmente o fim da guerra com um discurso no qual agradeceu os sacrifÃ­cios e conquistas dos soldados americanos.</p>

<p>O pronunciamento, feito na base militar de Fort Bragg, na Carolina do Norte, foi o ponto alto de uma semana recheada de eventos relacionados Ã  retirada das tropas americanas, entre eles a visita a Washington do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki.</p>

<p>Foi tambÃ©m o Ãºltimo grande discurso de Obama sobre o tema antes do dia 31, prazo final para a retirada, apÃ³s quase nove anos de uma guerra que matou 4,4 mil soldados americanos - 202 deles de Fort Bragg - e deixou mais de 30 mil feridos, isso sem contar as dezenas de milhares de vÃ­timas do lado iraquiano.</p>

<p>"Estamos encerrando uma guerra nÃ£o com uma batalha final, mas com uma marcha final de volta para casa", disse o presidente.</p>

<p>Obama citou "os custos da guerra" e mencionou os americanos mortos, mas o que chamou a atenÃ§Ã£o no discurso foi o fato de o presidente ter elencado os mÃ©ritos de uma guerra que ele nunca apoiou.</p>

<p>Disse que este momento de "sucesso" foi possÃ­vel graÃ§as Ã s batalhas, mortes, trabalho de construÃ§Ã£o, treinamento e todo o resto que as tropas americanas fizeram no Iraque, e que se o paÃ­s que os Estados Unidos deixam para trÃ¡s nÃ£o Ã© um lugar perfeito, pelo menos Ã© um Estado soberano, estÃ¡vel e com um governo eleito.</p>

<p>Obviamente, como observaram analistas polÃ­ticos americanos, Obama tentou passar aos militares e suas famÃ­lias a ideia de que seus sacrifÃ­cios nÃ£o foram em vÃ£o ou em nome de uma guerra "estÃºpida" - termo usado pelo presidente no passado para se referir ao conflito no Iraque.</p>

<p>Em um Estado considerado chave para sua reeleiÃ§Ã£o, nÃ£o foi possÃ­vel deixar de perceber o clima de campanha da visita de Obama, ao lado da primeira-dama, Michelle.</p>

<p>O presidente espera usar o fato de ter cumprido promessa de encerrar a guerra no Iraque como arma em sua campanha para continuar na Casa Branca. Com a economia em crise e a frustraÃ§Ã£o dos eleitores em alta, Obama nÃ£o quer deixar passar a oportunidade de levar o crÃ©dito pelo fim de uma guerra Ã  qual a maioria dos eleitores se opÃµe.</p>]]>
        
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    <title>A ascensÃ£o de Gingrich e os imigrantes</title>
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    <published>2011-12-03T00:53:46Z</published>
    <updated>2011-12-03T01:08:43Z</updated>


    <summary type="html">Nos Ãºltimos dias, um novo protagonista surgiu na briga dos republicanos que buscam a indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  PresidÃªncia dos Estados Unidos. Newt Gingrich, ex-presidente da CÃ¢mara dos Representantes, vem aparecendo no alto das pesquisas de intenÃ§Ã£o de...</summary>
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        <![CDATA[<p>Nos Ãºltimos dias, um novo protagonista surgiu na briga dos republicanos que buscam a indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  PresidÃªncia dos Estados Unidos.</p>

<p>Newt Gingrich, ex-presidente da CÃ¢mara dos Representantes, vem aparecendo no alto das pesquisas de intenÃ§Ã£o de voto, ao lado de Mitt Romney - que atÃ© agora tem mantido o favoritismo, apesar das ameaÃ§as.</p>

<p>PolÃ­tico experiente e dado a declaraÃ§Ãµes polÃªmicas, Gingrich recentemente desafiou a posiÃ§Ã£o comum dos republicanos sobre o explosivo tema da imigraÃ§Ã£o, ao propor durante um debate que imigrantes ilegais que vivam nos Estados Unidos hÃ¡ vÃ¡rios anos, tenham laÃ§os familiares no paÃ­s e nÃ£o tenham ficha criminal possam legalizar sua situaÃ§Ã£o.</p>

<p>"Se vocÃª estÃ¡ aqui hÃ¡ 25 anos, e tem trÃªs filhos e dois netos, paga seus impostos, cumpre a lei, frequenta uma igreja local, eu nÃ£o acho que nÃ³s vamos separÃ¡-lo de sua famÃ­lia e expulsÃ¡-lo", disse Gingrich no debate.</p>

<p>Suas declaraÃ§Ãµes foram imediatamente criticadas pelos rivais - Romney entre eles -, que o acusaram de defender uma anistia a imigrantes ilegais, que sÃ³ iria incentivar o aumento da entrada ilegal de imigrantes no paÃ­s.</p>

<p>As declaraÃ§Ãµes de Gingrich tambÃ©m levaram o instituto de pesquisas Pew Hispanic Center a calcular quantos imigrantes seriam beneficiados se esse plano fosse levado adiante. </p>

<p>Segundo o levantamento, 35% dos mais de 10 milhÃµes de imigrantes ilegais adultos que vivem nos Estados Unidos estÃ£o no paÃ­s hÃ¡ 15 anos ou mais e 28% hÃ¡ entre 10 e 14 anos.</p>

<p>Quase metade desses imigrantes (46%) tÃªm filhos menores de idade. Entre os latinos (que correspondem a mais de 80% do total de imigrantes ilegais no paÃ­s), 39% frequentam a igreja semanalmente, e outros 23% vÃ£o Ã  missa pelo menos uma vez por mÃªs, diz o estudo.</p>

<p>A situaÃ§Ã£o dos imigrantes ilegais Ã© um problema antigo nos Estados Unidos e uma questÃ£o delicada nas eleiÃ§Ãµes. Esse contingente de imigrantes pode influenciar o voto latino, considerado cada vez mais importante para o sucesso rumo Ã  Casa Branca.</p>]]>
        
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    <title>Ocupe Wall Street, dois meses depois</title>
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    <published>2011-11-18T22:38:36Z</published>
    <updated>2011-11-18T22:40:07Z</updated>


    <summary type="html">Dois meses apÃ³s seu surgimento, o movimento Ocupe Wall Street pode estar perdendo apoio dos eleitores americanos. Em uma pesquisa divulgada na quinta-feira, mesmo dia em que foram realizados grandes protestos em vÃ¡rias cidades para marcar o aniversÃ¡rio de dois...</summary>
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        <![CDATA[<p>Dois meses apÃ³s seu surgimento, o movimento Ocupe Wall Street pode estar perdendo apoio dos eleitores americanos.</p>

<p>Em uma pesquisa divulgada na quinta-feira, mesmo dia em que foram realizados grandes protestos em vÃ¡rias cidades para marcar o aniversÃ¡rio de dois meses, 33% dos entrevistados disseram apoiar os objetivos dos manifestantes, uma leve queda em relaÃ§Ã£o aos 35% do levantamento anterior, hÃ¡ um mÃªs.</p>

<p>No caso daqueles que se dizem contrÃ¡rios ao movimento, a mudanÃ§a Ã© mais acentuada. Na pesquisa desta semana - conduzida pela Public Policy Polling, ligada ao Partido Democrata - 45% disseram ser contra, percentual bem acima dos 36% da pesquisa anterior.</p>

<p>A pesquisa entrevistou 800 eleitores americanos de 10 a 13 de novembro e tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais.</p>

<p>Assim que surgiu, em setembro, o movimento ganhou instantaneamente a simpatia dos americanos, que se identificaram com suas bandeiras de protesto contra as desigualdades sociais, o poder das grandes corporaÃ§Ãµes e o alto nÃ­vel de desemprego nos Estados Unidos.</p>

<p>Aos poucos, porÃ©m, a imagem do movimento comeÃ§ou a ser afetada por polÃªmicas e notÃ­cias de episÃ³dios de violÃªncia em alguns acampamentos.</p>

<p>Agora, muitos afirmam que, apÃ³s a expulsÃ£o dos manifestantes que acampavam desde o inÃ­cio do movimento no Parque Zuccotti, em Manhattan - em uma aÃ§Ã£o policial no comeÃ§o da semana -, o Ocupe Wall Street tem a oportunidade de buscar um novo rumo.</p>

<p>Segundo analistas, essa mudanÃ§a poderia incluir a definiÃ§Ã£o de propostas mais claras e atÃ©, quem sabe, a participaÃ§Ã£o de forma mais ativa na polÃ­tica do paÃ­s - a exemplo do movimento conservador Tea Party, que nas Ãºltimas eleiÃ§Ãµes mostrou sua forÃ§a ao eleger vÃ¡rios candidatos. </p>]]>
        
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    <title>A gafe de Rick Perry</title>
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    <published>2011-11-10T21:26:30Z</published>
    <updated>2011-11-10T21:28:51Z</updated>


    <summary type="html">A gafe cometida pelo governador do Texas, Rick Perry, no debate entre os republicanos que buscam a indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  Casa Branca jÃ¡ entrou para a histÃ³ria dos piores desastres em campanhas Ã  PresidÃªncia dos Estados Unidos...</summary>
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        <![CDATA[<p>A gafe cometida pelo governador do Texas, Rick Perry, no debate entre os republicanos que buscam a indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  Casa Branca jÃ¡ entrou para a histÃ³ria dos piores desastres em campanhas Ã  PresidÃªncia dos Estados Unidos e pode encerrar sua participaÃ§Ã£o na disputa.</p>

<p>Em uma cena repetida exaustivamente nas TVs americanas e na internet, o prÃ©-candidato afirma que, caso eleito, vai fechar trÃªs departamentos federais. Enumera dois (ComÃ©rcio e EducaÃ§Ã£o) e nÃ£o consegue lembrar do terceiro (Energia). Depois de tentar em vÃ£o, apesar da ajuda de outros candidatos e dos moderadores do debate, ele desiste e encerra a participaÃ§Ã£o com um "Ops".</p>

<p>Foram longos 54 segundos, capazes de provocar pena mesmo entre aqueles que nÃ£o simpatizam com o governador.</p>

<p>Perry passou o dia seguinte ao debate tentando conter o estrago. Ele apareceu sorridente em diversos programas de TV, falou com bom humor sobre o episÃ³dio, disse que "todos nÃ³s cometemos erros" e que Ã© "um ser humano como qualquer outro" e negou que vÃ¡ se retirar da corrida presidencial.</p>

<p>O governador entrou na disputa em agosto e imediatamente despontou como um dos favoritos, ameaÃ§ando a lideranÃ§a do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. No entanto, seu desempenho fraco nos debates jÃ¡ vinha fazendo com que perdesse pontos nas pesquisas.</p>

<p>Com sua participaÃ§Ã£o desastrosa no debate desta semana, muita gente acredita que, mesmo que ainda permaneÃ§a na disputa, suas chances de conquistar a indicaÃ§Ã£o do Partido Republicano foram enterradas.</p>]]>
        
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    <title>O fenÃ´meno Herman Cain</title>
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    <published>2011-10-28T20:38:13Z</published>
    <updated>2011-10-28T20:40:22Z</updated>


    <summary type="html">HÃ¡ algumas semanas um nome vem chamando especial atenÃ§Ã£o entre os republicanos que brigam pela indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  PresidÃªncia dos Estados Unidos. Sem experiÃªncia polÃ­tica, o empresÃ¡rio Herman Cain vem desbancando candidatos tradicionais, como o governador do...</summary>
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        <name>Alessandra Correa</name>
        
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        <![CDATA[<p>HÃ¡ algumas semanas um nome vem chamando especial atenÃ§Ã£o entre os republicanos que brigam pela indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  PresidÃªncia dos Estados Unidos.</p>

<p>Sem experiÃªncia polÃ­tica, o empresÃ¡rio Herman Cain vem desbancando candidatos tradicionais, como o governador do Texas, Rick Perry, nas pesquisas de intenÃ§Ã£o de voto.</p>

<p>Em algumas sondagens ele ameaÃ§a atÃ© Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts e favorito atÃ© agora na corrida republicana.</p>

<p>EmpresÃ¡rio nascido na GeÃ³rgia, Cain tem 65 anos, Ã© negro e vem de uma bem-sucedida carreira como executivo-chefe de uma rede de pizzarias.</p>

<p>AtÃ© o momento, sua principal plataforma de campanha Ã© o polÃªmico Plano 999, que prevÃª 9% de Imposto de Renda, 9% de impostos para as empresas e 9% de impostos sobre mercadorias.</p>

<p>Com esse perfil, Cain vem conquistando a simpatia de eleitores cada vez mais decepcionados com os polÃ­ticos tradicionais e com os rumos da economia americana.</p>

<p>A pouco mais de um ano da eleiÃ§Ã£o de novembro de 2012, ainda Ã© cedo para avaliar as reais chances de Cain - que, apesar do sucesso recente, ainda Ã© menos conhecido nacionalmente que outros prÃ©-candidatos republicanos.</p>

<p>Mas sua rÃ¡pida ascensÃ£o vem provocando cada vez mais interesse e, no caso de seus adversÃ¡rios, preocupaÃ§Ã£o.</p>]]>
        
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    <title>Os americanos e a retirada do Iraque</title>
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    <published>2011-10-21T21:54:49Z</published>
    <updated>2011-10-21T22:35:10Z</updated>


    <summary type="html">O anÃºncio da retirada completa das tropas americanas no Iraque atÃ© 31 de dezembro encerra oficialmente uma guerra de quase nove anos, que custou aos Estados Unidos mais de US$ 1 trilhÃ£o e 4,4 mil vidas - caso o cÃ¡lculo...</summary>
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        <name>Alessandra Correa</name>
        
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        <![CDATA[<p>O anÃºncio da retirada completa das tropas americanas no Iraque atÃ© 31 de dezembro encerra oficialmente uma guerra de quase nove anos, que custou aos Estados Unidos mais de US$ 1 trilhÃ£o e 4,4 mil vidas - caso o cÃ¡lculo leve em conta apenas os soldados americanos mortos no conflito, e nÃ£o os iraquianos e as milhares de vÃ­timas civis.</p>

<p>A data jÃ¡ estava prevista em um acordo firmado em 2008, ainda durante o governo de George W. Bush, mas Estados Unidos e Iraque vinham negociando hÃ¡ meses a possibilidade de que cerca de 5 mil soldados americanos permanecessem no paÃ­s por mais tempo para treinar as forÃ§as iraquianas.</p>

<p>No entanto, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, nÃ£o conseguiu superar as divisÃµes em seu governo e a pressÃ£o de alguns setores polÃ­ticos iraquianos para o fim do que chamam de "ocupaÃ§Ã£o". ApÃ³s meses de negociaÃ§Ãµes, nÃ£o houve acordo para garantir imunidade aos soldados que permanecessem, como exigia o PentÃ¡gono.</p>

<p>Ao anunciar a retirada, o presidente Barack Obama disse que "o fim da guerra no Iraque reflete uma transiÃ§Ã£o mais ampla" e que "a marÃ© da guerra estÃ¡ recuando". </p>

<p>Obama citou a gradual retirada das tropas do AfeganistÃ£o e as mortes de Osama bin Laden e Muamar Khadafi, esta Ãºltima abrindo caminho para o fim das operaÃ§Ãµes da Otan na LÃ­bia, para ressaltar o que considera uma vitÃ³ria dos Estados Unidos e dizer que o paÃ­s estÃ¡ "avanÃ§ando a partir de uma posiÃ§Ã£o de forÃ§a".</p>

<p>Logo apÃ³s seu pronunciamento, porÃ©m, jÃ¡ comeÃ§aram a surgir crÃ­ticas por parte daqueles que consideram a retirada apressada e dizem que coloca em risco os avanÃ§os obtidos em quase uma dÃ©cada de sacrifÃ­cio no Iraque - um paÃ­s que ainda sofre com divisÃµes sectÃ¡rias, ataques de insurgentes e que talvez nÃ£o esteja pronto para garantir sua prÃ³pria seguranÃ§a.</p>

<p>O senador John McCain - adversÃ¡rio republicano de Obama nas eleiÃ§Ãµes de 2008 - disse que a decisÃ£o representa "um revÃ©s triste e perigoso para os Estados Unidos no mundo" e que "serÃ¡ vista como uma vitÃ³ria estratÃ©gica para nossos inimigos no Oriente MÃ©dio".</p>

<p>Candidatos Ã  indicaÃ§Ã£o do Partido Republicano para concorrer Ã s eleiÃ§Ãµes de 2012 disseram que Obama fracassou na conduÃ§Ã£o de uma transiÃ§Ã£o para as forÃ§as de seguranÃ§a iraquianas.</p>

<p>Mas analistas afirmam que, em meio a uma campanha difÃ­cil Ã  reeleiÃ§Ã£o, com a popularidade em baixa e a economia em risco de nova recessÃ£o, Obama poderÃ¡ usar a retirada do Iraque como um trunfo e dizer a seus eleitores que cumpriu a promessa feita em 2008, quando era candidato, de acabar com a guerra.</p>]]>
        
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    <title>As dÃºvidas sobre o complÃ´ iraniano</title>
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    <published>2011-10-13T23:13:22Z</published>
    <updated>2011-10-13T23:59:21Z</updated>


    <summary type="html">Em meio Ã s contÃ­nuas acusaÃ§Ãµes dos Estados Unidos e Ã  negaÃ§Ã£o veemente do IrÃ£, as dÃºvidas em torno do suposto plano para assassinar o embaixador saudita em Washington, desvendado nesta semana, nÃ£o param de crescer. A versÃ£o apresentada pelo governo...</summary>
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        <name>Alessandra Correa</name>
        
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        <![CDATA[<p>Em meio Ã s contÃ­nuas acusaÃ§Ãµes dos Estados Unidos e Ã  negaÃ§Ã£o veemente do IrÃ£, as dÃºvidas em torno do suposto plano para assassinar o embaixador saudita em Washington, desvendado nesta semana, nÃ£o param de crescer.</p>

<p>A versÃ£o apresentada pelo governo americano Ã© a de que a ForÃ§a Quds - unidade de elite da Guarda RevolucionÃ¡ria do IrÃ£ - teria recrutado Manssor Arbabsiar, um iraniano com cidadania americana que vive no Texas, para contratar um cartel de narcotraficantes do MÃ©xico e encomendar o assassinato do embaixador Adel al-Jubeir.</p>

<p>Segundo o secretÃ¡rio americano de JustiÃ§a, Eric Holder, o plano era matar o diplomata saudita em Washington, em um atentado Ã  bomba.</p>

<p>O presidente Barack Obama e outras autoridades americanas insistem que o governo iraniano sabia do complÃ´. Nesta semana, ao comentar o caso, Obama disse que vai buscar sanÃ§Ãµes duras contra TeerÃ£ e que "nenhuma opÃ§Ã£o estÃ¡ descartada".</p>

<p>TeerÃ£ reagiu imediatamente Ã  notÃ­cia, classificada como uma "prÃ©-fabricaÃ§Ã£o" dos Estados Unidos para desviar a atenÃ§Ã£o do pÃºblico de problemas domÃ©sticos e dos protestos do movimento "Ocupe Wall Street".</p>

<p>Mas mesmo dentro dos Estados Unidos, hÃ¡ manifestaÃ§Ãµes de ceticismo em relaÃ§Ã£o a uma trama comparada pelo prÃ³prio diretor do FBI, Robert Mueller, a "um roteiro de Hollywood".</p>

<p>Um dos principais mistÃ©rios, segundo alguns analistas americanos, Ã© o que levaria uma instituiÃ§Ã£o tÃ£o poderosa como a ForÃ§a Quds a colocar um plano arriscado nas mÃ£os de um sujeito como Arbabsiar.</p>

<p>Em um perfil publicado no jornal <em>Washington Post</em>, Arbabsiar, 56, Ã© descrito por conhecidos na cidade texana de Corpus Christi, onde vivia, quase como um trapalhÃ£o, sempre distraÃ­do, que nÃ£o teria capacidade para bolar um plano complexo como esse. </p>

<p>Outra questÃ£o levantada Ã© sobre o que levaria a ForÃ§a Quds - que, apesar de relatos de treinar e equipar grupos como o Hezbollah, o Hamas e atÃ© membros do TalebÃ£, nunca direcionou ataques a alvos em solo americano - a mudar tÃ£o radicalmente de tÃ¡tica.</p>

<p>Como observa o analista Stephen Walt, professor de relaÃ§Ãµes internacionais em Harvard, em artigo na revista <em>Foreign Policy</em>, explodir um prÃ©dio em solo americano seria um ato de guerra, e os Estados Unidos sÃ£o conhecidos por responder com severidade a ataques assim, vide 11 de setembro.</p>

<p>"Se vocÃª fosse atacar um alvo nos Estados Unidos, nÃ£o mandaria o seu 'EsquadrÃ£o Classe A' em vez de 'Mr. Magoo'?", questiona Walt.</p>

<p>HÃ¡ ainda dÃºvidas de que carteis de drogas mexicanos teriam interesse em executar um plano tÃ£o arriscado pelos alegados US$ 1,5 milhÃ£o, quantia relativamente modesta comparada aos bilhÃµes de dÃ³lares que esses grupos costumam movimentar com o trÃ¡fico.</p>

<p>Alguns cogitam atÃ© que o episÃ³dio todo seja armaÃ§Ã£o de algum grupo ou paÃ­s interessado em azedar ainda mais as relaÃ§Ãµes entre Estados Unidos e IrÃ£.</p>

<p>Em seu artigo, o professor de Harvard vai alÃ©m nos questionamentos ao governo americano. "A menos que o governo Obama tenha mais evidÃªncias do que apresentou atÃ© agora, corre o risco de uma gafe diplomÃ¡tica comparÃ¡vel ao famoso briefing de Colin Powell no Conselho de SeguranÃ§a da ONU sobre as supostas armas de destruiÃ§Ã£o em massa do Iraque, um briefing que, agora sabemos, era uma sÃ©rie de fabricaÃ§Ãµes e contos de fadas", diz Walt.</p>

<p>Segundo o analista, estÃ¡ em jogo neste episÃ³dio a confianÃ§a dos americanos na competÃªncia, credibilidade e honestidade de seu governo.</p>]]>
        
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    <title>Protesto em Wall Street ganha simpatia dos americanos</title>
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    <published>2011-10-05T22:42:57Z</published>
    <updated>2011-10-05T22:54:15Z</updated>


    <summary type="html">ComeÃ§ou como um protesto de um grupo de descontentes - com as grandes corporaÃ§Ãµes, os crimes financeiros, o alto nÃ­vel de desemprego e a situaÃ§Ã£o geral da economia americana - que resolveram montar acampamento perto de Wall Street, em Nova...</summary>
    <author>
        <name>Alessandra Correa</name>
        
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        <![CDATA[<p>ComeÃ§ou como um protesto de um grupo de descontentes - com as grandes corporaÃ§Ãµes, os crimes financeiros, o alto nÃ­vel de desemprego e a situaÃ§Ã£o geral da economia americana - que resolveram montar acampamento perto de Wall Street, em Nova York.</p>

<p>Mas trÃªs semanas depois, o movimento batizado de "Ocupe Wall Street" se espalhou pelos Estados Unidos e atÃ© pelo exterior e nÃ£o para de ganhar adeptos e a simpatia nÃ£o apenas de trabalhadores, estudantes e da populaÃ§Ã£o em geral, mas tambÃ©m de autoridades.</p>

<p>Uma pesquisa recÃ©m-divulgada pelo instituto Rasmussen revela que 33% dos americanos tÃªm opiniÃ£o favorÃ¡vel sobre o movimento, enquanto 27% sÃ£o contra (outros 40% nÃ£o tÃªm opiniÃ£o formada).</p>

<p>Entre os mil adultos entrevistados para a pesquisa, 79% disseram concordar com a declaraÃ§Ã£o dos manifestantes de que "os grandes bancos foram salvos, mas a classe mÃ©dia foi deixada para trÃ¡s".</p>

<p>AtÃ© o secretÃ¡rio do Tesouro, Tim Geithner, jÃ¡ disse que tem "muita simpatia pelas pessoas que sofreram com a dÃ©cada perdida", mesma linha adotada nos Ãºltimos dias por outras autoridades, como o presidente do Fed (o banco central americano), Ben Bernanke.</p>

<p>Todas essas demonstraÃ§Ãµes de simpatia pelos manifestantes ocorrem ao mesmo tempo em que os americanos parecem estar cada vez mais descontentes com a classe polÃ­tica e a situaÃ§Ã£o do paÃ­s.</p>

<p>No mesmo dia em que o levantamento do instituto Rasmussen foi divulgado, outra pesquisa, conduzida pela rede <em>ABC News</em> e pelo jornal <em>Washington Post</em>, revela que a aprovaÃ§Ã£o do Congresso chegou ao pior Ã­ndice desde meados da dÃ©cada de 70.</p>

<p>Segundo a pesquisa, apenas 35% dos americanos aprovam a maneira como o presidente Barack Obama trata da economia, nÃ­vel considerado baixo. Mas ainda menos pessoas (20%) aprovam a atuaÃ§Ã£o dos congressistas republicanos em relaÃ§Ã£o ao tema.</p>

<p>Diante desse cenÃ¡rio de desilusÃ£o, nÃ£o Ã© surpreendente que os protestos iniciados em Wall Street continuem a ganhar adeptos pelo paÃ­s afora. </p>]]>
        
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    <title>Novo nome e poucas mudanÃ§as para a AmÃ©rica Latina</title>
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    <published>2011-09-27T23:06:18Z</published>
    <updated>2011-09-27T23:17:30Z</updated>


    <summary type="html">Sem muito alarde, o presidente Barack Obama enviou ao Congresso americano a proposta de efetivaÃ§Ã£o de Roberta Jacobson no cargo de SubsecretÃ¡ria de Estado para o HemisfÃ©rio Ocidental, que ela jÃ¡ vem exercendo desde julho, com a saÃ­da de Arturo...</summary>
    <author>
        <name>Alessandra Correa</name>
        
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        <![CDATA[<p>Sem muito alarde, o presidente Barack Obama enviou ao Congresso americano a proposta de efetivaÃ§Ã£o de Roberta Jacobson no cargo de SubsecretÃ¡ria de Estado para o HemisfÃ©rio Ocidental, que ela jÃ¡ vem exercendo desde julho, com a saÃ­da de Arturo Valenzuela.</p>

<p>Com vasta experiÃªncia na regiÃ£o e uma carreira de vÃ¡rios anos no Departamento de Estado - ela foi vice de Valenzuela, dirigiu o escritÃ³rio de assunto mexicanos, foi coordenadora de assuntos cubanos e passou pela Embaixada americana no Peru -, Jacobson Ã© considerada uma aposta segura.</p>

<p>Em um momento de extrema divisÃ£o polÃ­tica nos Estados Unidos, o que o governo menos quer Ã© que se repita o episÃ³dio da indicaÃ§Ã£o de Valenzuela. </p>

<p>Na Ã©poca, em 2009, o senador republicano Jim DeMint provocou o adiamento da aprovaÃ§Ã£o de Valenzuela devido a divergÃªncias sobre a postura do governo Obama em relaÃ§Ã£o Ã  crise em Honduras.</p>

<p>Como me disse o brasilianista Peter Hakim, presidente emÃ©rito do instituto de anÃ¡lise polÃ­tica Inter-American Dialogue, Jacobson jÃ¡ seria uma forte candidata ao cargo em qualquer circunstÃ¢ncia, mas o fato de nÃ£o ser identificada com atividades polÃ­ticas ou posiÃ§Ãµes ideolÃ³gicas ajuda bastante.</p>

<p>AlÃ©m disso, se em 2009 havia vÃ¡rios temas polÃªmicos relacionados Ã  AmÃ©rica Latina, no momento as relaÃ§Ãµes dos Estados Unidos com o continente estÃ£o em uma fase mais tranquila e carecem tanto de grandes conflitos quanto de entusiasmo.</p>

<p>Valenzuela anunciou ainda no inÃ­cio de maio que deixaria o cargo para retomar suas atividades na Universidade de Georgetown, onde Ã© professor.</p>

<p>Depois de dois anos de poucos avanÃ§os, o anÃºncio da troca de comando no cargo mais importante do Departamento de Estado para a AmÃ©rica Latina foi encarado como uma oportunidade de os Estados Unidos darem novo rumo Ã  relaÃ§Ã£o com o continente e recuperar a influÃªncia perdida.</p>

<p>A confirmaÃ§Ã£o de Jacobson, porÃ©m, indica que, pelo menos por enquanto, em vÃ©spera de ano de eleiÃ§Ã£o presidencial, nÃ£o se deve esperar grandes mudanÃ§as na polÃ­tica americana para a regiÃ£o.</p>]]>
        
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    <title>O plano para gerar empregos e o apoio a Obama</title>
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    <published>2011-09-17T00:14:20Z</published>
    <updated>2011-09-17T00:40:26Z</updated>


    <summary type="html">Uma semana depois de Barack Obama ter apresentado sua proposta para combater o desemprego nos Estados Unidos - com um plano no valor de US$ 447 bilhÃµes, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso -, uma nova pesquisa de opiniÃ£o...</summary>
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        <![CDATA[<p>Uma semana depois de Barack Obama ter apresentado sua proposta para combater o desemprego nos Estados Unidos - com um plano no valor de US$ 447 bilhÃµes, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso -, uma nova pesquisa de opiniÃ£o revela que o apoio ao presidente continua em baixa.</p>

<p>Segundo a pesquisa, realizada em conjunto pelo jornal <em>The New York Times</em> e a rede CBS News, a aprovaÃ§Ã£o do presidente caiu para 43%, nÃ­vel mais baixo desde o inÃ­cio de seu governo, mas ainda assim acima dos 39% registrados pelo Instituto Gallup em agosto.</p>

<p>A desaprovaÃ§Ã£o ao presidente tambÃ©m chegou pela primeira vez a 50% (outros 7% nÃ£o responderam). Segundo o <em>New York Times</em>, Obama segue perdendo apoio dentro de sua prÃ³pria base e, apesar dos esforÃ§os, nÃ£o tem conseguido conquistar os independentes. </p>

<p>Se por um lado a maioria dos entrevistados diz aprovar os principais pontos do plano apresentado por Obama, apenas 34% apÃ³iam a maneira como ele lida com a economia, e mais da metade afirma temer que o paÃ­s esteja a caminho ou atÃ© mesmo jÃ¡ tenha mergulhado em uma nova recessÃ£o.</p>

<p>A economia - e principalmente o desemprego, insistentemente acima dos 9% - sÃ£o citados como as principais preocupaÃ§Ãµes dos americanos, que no ano que vem elegem seu presidente.</p>

<p>Mas se o horizonte nÃ£o Ã© bom para Obama, tambÃ©m nÃ£o parece muito melhor para a oposiÃ§Ã£o republicana de acordo com a pesquisa, que foi feita por telefone com 1.452 adultos e com margem de erro de trÃªs pontos percentuais. </p>

<p>Segundo o levantamento, no geral o eleitorado nÃ£o concorda completamente com as mensagens apresentadas pelos republicanos que buscam a indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer Ã  PresidÃªncia e 50% gostariam de ter mais opÃ§Ãµes de candidatos.</p>

<p>Quando questionados sobre a atuaÃ§Ã£o dos congressistas, os americanos soam ainda mais desiludidos: apenas 12% dizem aprovar a maneira como o Congresso estÃ¡ desempenhando suas funÃ§Ãµes.</p>]]>
        
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    <title>As eleiÃ§Ãµes nos EUA e o &quot;fator mÃ³rmon&quot;</title>
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    <published>2011-09-07T00:35:23Z</published>
    <updated>2011-09-07T01:07:28Z</updated>


    <summary type="html">Uma pesquisa que acaba de ser divulgada nos Estados Unidos revela que a aceitaÃ§Ã£o dos mÃ³rmons na sociedade americana ainda estÃ¡ bem atrÃ¡s de outras religiÃµes - um dado interessante no momento em que a corrida presidencial tem dois representantes...</summary>
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        <![CDATA[<p>Uma pesquisa que acaba de ser divulgada nos Estados Unidos revela que a aceitaÃ§Ã£o dos mÃ³rmons na sociedade americana ainda estÃ¡ bem atrÃ¡s de outras religiÃµes - um dado interessante no momento em que a corrida presidencial tem dois representantes da crenÃ§a, os republicanos Mitt Romney e Jon Huntsman, que brigam pela indicaÃ§Ã£o do partido para concorrer nas eleiÃ§Ãµes do ano que vem.</p>

<p>Segundo a pesquisa, divulgada pelo Public Religion Research Institute em conjunto com o Brookings Institution, em Washington, 67% dos americanos tÃªm opiniÃ£o favorÃ¡vel em relaÃ§Ã£o aos mÃ³rmons - percentual abaixo do obtido por catÃ³licos (83%) ou judeus (84%).</p>

<p>Entre os republicanos, os mÃ³rmons contam com 74% de aprovaÃ§Ã£o, nove pontos percentuais acima do registrado entre democratas.</p>

<p>Em um capÃ­tulo batizado de "O Fator MÃ³rmon", os autores da pesquisa revelam que ainda hÃ¡ desconhecimento e confusÃ£o por parte dos americanos sobre a religiÃ£o: menos da metade da populaÃ§Ã£o (e apenas 34% dos evangÃ©licos) pensam que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ãšltimos Dias Ã© cristÃ£. </p>

<p>No entanto, o estudo indica que o fato de a maioria dos evangÃ©licos acreditarem que os mÃ³rmons nÃ£o sÃ£o cristÃ£os nÃ£o significa necessariamente que tenham uma opiniÃ£o negativa sobre eles. Segundo os autores, as atitudes dos evangÃ©licos em relaÃ§Ã£o aos mÃ³rmons sÃ£o moldadas nÃ£o tanto pela teologia, mas por aspectos como vida familiar, valores tradicionais e sua "tendÃªncia conservadora".</p>

<p>De acordo com a mais recente pesquisa de intenÃ§Ã£o de voto, divulgada pelo jornal <em>The Washington Post</em> e pela rede de TV ABC, Romney perdeu a dianteira na preferÃªncia dos republicanos, com 22%, ultrapassado por Rick Perry, governador do Texas que entrou na disputa em agosto e obteve 27%.</p>

<p>Mas muito ainda pode acontecer antes de o Partido Republicano escolher seu candidato e de os americanos elegerem seu presidente. </p>

<p>"A principal questÃ£o diante de Mitt Romney e Jon Huntsman nos prÃ³ximos nove meses nÃ£o serÃ¡ se sÃ£o cristÃ£os, mas se sÃ£o suficientemente conservadores", dizem os analistas do Brookings.</p>]]>
        
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    <title>FuracÃ£o faz Obama voltar de fÃ©rias mais cedo</title>
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    <published>2011-08-26T18:17:32Z</published>
    <updated>2011-08-26T18:43:51Z</updated>


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        <name>Alessandra Correa</name>
        
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        <![CDATA[<p>Cercadas de polÃªmica desde o inÃ­cio, as fÃ©rias do presidente Barack Obama resistiram aos ataques da oposiÃ§Ã£o - para quem o presidente deveria estar em Washington em um perÃ­odo de tanta incerteza econÃ´mica - e atÃ© ao terremoto que atingiu a costa leste na Ãºltima terÃ§a-feira, mas nÃ£o conseguiram escapar do temor em relaÃ§Ã£o ao furacÃ£o Irene.</p>

<p>Diante dos crescentes alertas sobre a forÃ§a do furacÃ£o, a famÃ­lia Obama decidiu antecipar a saÃ­da da ilha de MarthaÂ´s Vineyard (em Massachusetts) para a noite desta sexta-feira - em vez de sÃ¡bado, como previsto.</p>

<p>A passagem do Irene pela costa leste, prevista para o fim de semana, colocou sete Estados americanos em emergÃªncia, com milhares de pessoas evacuadas de Ã¡reas na rota do furacÃ£o e planos de contingÃªncia em cidades como Washington e Nova York.</p>

<p>Na capital, atÃ© a inauguraÃ§Ã£o do monumento em homenagem ao lÃ­der do movimento de direitos civis Martin Luther King Jr. foi adiada. A cerimÃ´nia estava prevista para domingo - aniversÃ¡rio de 48 anos do histÃ³rico discurso "Eu Tenho um Sonho".</p>

<p>Em Nova York, a prefeitura ordenou o cancelamento de todos os eventos ao ar livre programados para domingo.</p>

<p>Ainda nÃ£o se sabe se as previsÃµes catastrÃ³ficas em relaÃ§Ã£o Ã  forÃ§a do Irene vÃ£o se confirmar. Mas para Obama, passada a semana repleta de desastres naturais, o desafio serÃ¡ voltar a lidar com os estragos na economia.</p>]]>
        
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